quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Eurostat contradita o “milagre económico” do Pires

O Pires é descendente de outro Pires, de limado apelido. Em síntese, é membro de família pirosa, adjectivação de falta de qualidade.
O homenzinho tem postura arrogante. E erecto, novidade não original na cerâmica portuguesa. Em especial, na cerâmica das Caldas da Rainha, de intumescência pomposa mas inócua.
O Pires vendeu na AR os cacos de um ‘milagre económico’ do Portugal actual. Impingiu a ideia de se tratar de peça inteira e prometedora. Foi demagógico, característica marcante do governo que integra.
O milagre económico, no sentido de ilusionismo, é equivalente ao ‘irrevogável’ do amigo Paulo. É mera especulação e topete.
A justificar que o discurso do Pires não é sério, entre múltiplas provas de contradição possíveis, citamos o relatório de hoje do EUROSAT, onde poderá ler-se:
“Comparação mensal
Em Setembro de 2013 comparado com Agosto de 2013, a produção de bens duráveis caiu 2,6% na zona euro e 1,6% na UE28. Bens de capital tiveram uma redução de 1,0% e 0,2% respectivamente. Os bens intermédios desceram 0,8% na zona Euro e 0,5% na UE28. Os bens de consumo não-duráveis declinaram 0,8% na zona euro e de 0,5% na UE28. A energia aumentou de 1,3% e 0,4%, respectivamente. Entre os Estados-Membros para os quais há dados disponíveis, a produção industrial caiu em doze e aumentou em treze. As maiores quebras registaram-se em Portugal (-11,2%), Luxemburgo (-4,1%), Croácia (-3,3%) e a República Checa (-2,8%) e os aumentos mais elevados ocorreram na Irlanda (+2,9%), Roménia (+2,4%), Hungria (1,8%) e Polónia (+1,4%). “
Se a estes dados, adicionarmos o comportamento da inflação e os elevados riscos de deflação em Portugal e zona euro (INE e tratado aqui), concluiremos facilmente que a amanuense Albuquerque e o petulante Pires, sob o comando supremo de Cavaco e dos ajudantes de campo Coelho e Portas, hão-de conduzir o País a um desastre calamitoso que a Alemanha e a ‘troika’ promovem, em desobediência dos textos dos tratados da EU.