terça-feira, 5 de novembro de 2013

Os carrascos da Comissão Europeia, contrariados pelo TC e OIT

O patriota Barroso, político de sucesso e de percurso sinuoso e extenso – do MRPP à Presidência da CE – com a colaboração activa da equipa de comissários que comanda e de onde se destaca o idiota útil Oli Rhen – sentencia a tempo e horas mais austeridade para Portugal em 2015: 1.700 milhões de cortes na despesa”.
Valerá a pena lembrar o Artigo 3.º do Tratado de Maastricht, ainda em vigor? Provavelmente não. Acenaram em 1992 com falsa ‘cenoura’: ‘coesão económica, social e territorial’, prometida aos cidadãos dos Estados-Membros. E estes foram no engodo, aguçado pelos políticos internos.
A coragem e falta de vergonha de mentir e trucidar milhares e milhares de vidas constituem componentes de um 'processo crime' de desumanidade imperdoável .
O que é mais relevante de destacar nas medidas de austeridade para 2015, altura em que já estaremos no ‘pós-troika’, segundo a linguagem cavaquista, é a CE anunciar as chamadas ‘condicionalidades’, parte integrante não confessada de um ‘programa cautelar’ ou ‘segundo resgate’ a que certamente não nos furtaremos.
A despeito das pesadas punições que aplicou, o governo de Passos e Portas fracassou nos objectivos e o resultado está à vista: exija-se mais pobreza e miséria aos portugueses, a mando de Bruxelas. Tudo isto, no desvario para alcançar 2,5% de défice em 2013, uma miragem desértica para um País que vai apresentar 5,9% - ou mais qualquer coisa em 2013 – contra os 5,5% previstos e falhará, de certeza absoluta, os 4% de défice programados para as contas de 2014.
O desplante da CE é colossal, termo vulgarizado pelo Gaspar que ‘deu de frosques’. A CE não se inibe de criticar as deliberações do Tribunal Constitucional Português. Gostaria de idêntico arrojo proferido contra os órgãos e regras constitucionais da Alemanha; país que, em matéria de políticas europeias mais consistentes e muito menos austeras, usa o expediente da lei constitucional para as rechaçar.
Os dois últimos dias foram preenchidos por intervenções pesadas de organismos plurinacionais: o denunciado apelo ao reforço de austeridade da CE para 2015 – 1700 milhões de euros é obra; e por outro lado, a vinda do Director-Geral da OIT, reforçando o apelo para aumentar o SMN e o RSI, a fim de reduzir os níveis de pobreza dos portugueses. O SMN nacional é de 565,83 euros brutos (= 485,00 € x 14 / 12). Na Irlanda, país igualmente intervencionado, o mesmo Salário Mínimo Nacional é de 1.462,00 euros.

Coesão social, económica e territorial é, portanto, uma quimera na UE e na Zona Euro, com que nos transformaram em títeres.

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