quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Dona Trindade: vereadora, embusteira de mau gosto


Olhe-se para esta obra com olhos de ver! Quem não fica deslumbrado com a expressão estética desta construção? Ninguém resiste. O povo de Valongo sente orgulho e milhares de visitantes, até da Galiza, inundam a terra para admirar os anexos da D. Maria Trindade Costa, histórica vereadora laranja do concelho.
A D. Trindade, membro da Comissão Política Nacional do PSD, e pessoa muito ligada a essa figura anedótica mas sublime do poder PSD, chamada Marco António Costa. Homem de qualidades intelectuais inexcedíveis e isento servidor da “pátria laranja”, evoluiu da condição de cacique nortenho – em Valongo, foi vice-presidente da câmara – para governante da nação e depois nomearam-no dirigente supremo do partido no plano nacional.
É com este género de gentinha que o País autárquico tem desenvolvido muitas das terras de Portugal, de Norte a Sul, com rotundas, piscinas, pavilhões desportivos e lares de idosos; estes últimos, diga-se, insuficientes e sem o complemento de centros de saúde entretanto encerrados, para servir a população do interior que, em mais de 90% dos casos, se enquadra na faixa etária acima dos 60 anos.
Mas, aqui ou acolá, vão surgindo obras arquitectónicas (?) de majestático mau gosto. Trata-se do caso dos anexosda moradia da D. Trindade, vereadora com o pelouro da Acção Social valonguense. A mulher além de pirosa é mentirosa.
Com 62 anos de idade e altas funções partidárias, faltou à verdade, ao informar a Câmara de Valongo onde trabalha da destruição de um anexo há anos. Não é verdade e agora, em vez de um, é proprietária de dois.
Paradigmático! É com Donas Trindades, Marcos Antónios e outros nomes conhecidos que o País falha em pleno na ética e na estética, chegando, em paralelo, à consabida situação socioeconómica que sofremos.