segunda-feira, 11 de agosto de 2014

BES - a mentira tem perna curta

A política tem-se transformado, e com dinâmica acelerada, no território de gente da imundice comportamental, da imoralidade; desprezando elementares princípios da ética inalienáveis na missão de governar.
Os políticos não enjeitam a falta de escrúpulos para ludibriar a maioria do povo, justamente aquele segmento enorme de gente que mais sofre. Por outro lado, garantem protecção a burlões e corruptos de ‘colarinho branco’, valendo-se da paralisação da justiça diante de tais energúmenos. Aos políticos, portanto, pouco ou nada inquieta enganar e condenar milhões de cidadãos à injustiça social. 
No caso BES, o actual governo recorreu à falsa e hipócrita argumentação da defesa dos interesses dos contribuintes e depositantes. Uma cantata de melodia sem harmonia, interpretada com desplante, em coro com o BdP. Serviu-lhes para entoar o canto da mentira.
Maus intérpretes, são também especialistas em topetes. Passos Coelho, Maria de Luís Albuquerque e Carlos Costa esqueceram-se de um provérbio tão comum como autêntico e consistente na frequência com que é usado. Um pensador, Ariel Oliveira, referia-se assim à mentira:
“A vida me ensinou, que a mentira tem perna curta... mas, eu acredito que mentira nem chega a ter perna...”
E esta apregoada mentira não chegou, de facto, a pôr-se de pé. Arrastou-se, escondida aqui, encoberta acolá, até ser rapidamente descoberta. Foi capturada pela acta consultada pelo advogado Miguel Reis e divulgada pelo ‘Expresso’, documento que no ponto 6 diz exactamente o seguinte:
É lógico deduzir que, para obter o citado empréstimo, o BES entregou como garantia ao BCE títulos de dívida pública portuguesa e este aspecto da operação ainda mais reforça os riscos para os contribuintes portugueses que Passos Coelho, Maria de Luís Albuquerque e Carlos Costa negaram desabridamente. Sem ponta de pudor.

Haja vergonha!