sexta-feira, 8 de julho de 2011

No Chiado à tardinha



O Chiado é único. Corram o mundo, vão por aqui e além, jamais descobrirão lugar semelhante, muito menos idêntico.
Nórdicos brancos e loiros, latinos de 'color de acetuna', africanos e orientais, gente do mundo, daqui e de acolá. O Chiado é  cosmopolita. Seja por quem se senta ao lado de Pessoa, na esplanada da 'Brasileira'; visite a 'Paris em Lisboa' ou a Livraria Bertrand. Ou apenas passeando ao Sol que ilumina Lisboa. Uma luz mágica que se entranha no corpo e na alma, de quem vem do Norte, do Sul, do Ocidente ou do Oriente.
Hoje, como em várias sextas-feiras, percorri o Chiado. Reparei nas mulheres. Todas bonitas. No Chiado tudo é belo, em obediência a EROS. Somos, por instantes, felizes a qualquer hora do dia, mas à tardinha a felicidade é mais densa e partilhada.
O Chiado é feito de símbolos físicos e de outros que só o sentir de cada um alcança. 'A Menina das Tranças Pretas', de que o autor Vicente da Câmara é interprete no vídeo, é um fado que ouço sempre na Rua Garrett. Ainda que não o ouça. É 'Esta Lisboa que eu amo'! 

Cavaquices

Cavaco Silva vem abusando do discurso populista e cínico. Como nada, da sua governação, tivesse influência na situação a que o País chegou.
A troco de subídios europeus, quando primeiro-ministro, dizimou drasticamente a produção agrícola e pesqueira. Agora defende a terra e o mar como vectores estratégicos da defesa da produção nacional.
Com os amigos Catroga e Mira Amaral, retalhou e vendeu a pedaços empresas industriais. A CUF, depois QUIMIGAL, é exemplo de alienações despojadas de estratégia que, inevitavelmente, conduziram à destruição de partes significativas da produção industrial portuguesa. Poder-se-á juntar a estas, a título de escasso exemplo, a destruição da Siderurgia Nacional, da Covina e de outras unidades industriais que, entretanto, foram deslocalizadas e/ou aniquiladas. 
Cavaco foi excelente aluno da teorias das PPP, aplicadas, como bandeira do "desenvolvimento", no investimento na 'Ponte de Vasco da Gama' e em outros projectos. Os 'Mercados Abastecedores', a Expo 98 e o CCB constituem outros capítulos causadores de défices nas contas públicas, pela governação cavaquista; mas também investimentos em infra-estruturas rodoviárias, no lugar de  bens  transaccionáveis. A opção por serviços, de que se destaca o sector financeiro e o BCP, constituiu outra prioridade de 'desenvolvimento' do dos governos de Cavaco Silva.
Agora, como Presidente da República, revela indignação perante a decisão da Moody's de nos classificar como 'lixo'. O 'lixo', Senhor Presidente da República, começou a ser fomentado pelos seus governos, com as auto-estradas e o dizimar do transporte ferroviário, a amputação do tecido económico e a citada veneração pelos serviços. Como bom aluno de Thatcher e Reagan. Infelizmente, os socialistas, Guterres e Sócrates, seguiram os maus exemplos, acrescentando dívida à dívida.
Com o exacerbado neoliberalismo de Passos Coelho, espelhado nas 'golden shares', no imposto extraordinário e na cobrança de portagens em Agosto na ponto 25 de Abril, nós, cidadãos anónimos e entregues ao infortúnio, estamos e passaremos a viver pior.
As agências de 'rating' são meras figuras de cartaz de um espectáculo de que V.Exa. foi e é actor, no protagonismo partilhado do drama de Portugueses, e  de outros, condenados a vidas sofridas.
Plagiando o que Miguel Guilherme diz da política cultural, direi o mesmo das 'cavaquices'... 

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Contra a Moody's, a Fitch e a S&P

Fonte: Jornal "i"
Redigido e publicado o 'post' anterior, dou conta de que está a organizar-se um movimento de protesto contra a Moody's e outras agências de 'rating'.
Adiro sem reservas e lá estarei no Terreiro do Paço, no próximo Sábado. Parece que as várias frentes já conseguiram bastantes adesões.
O facto de poder protestar-se através de páginas no 'facebook' não impede que se esteja presente. Quantos mais, melhor!
Página de protesto no 'facebook':

Os cavalos também se abatem

O filme 'Os cavalos também se abatem' salta-me à memória de forma instantânea, a propósito de sucessivas notícias da crise. Sydney Pollack, inspirado no romance de Horace MacCoy, "They Shoot Horses, Don't They?, mostrou o desespero de milhões de norte-americanos, submetidos aos efeitos da Grande Depressão dos anos 30. 
Os 'concursos de dança', figura metafórica e central do filme, são paradigma do duro caminho que homens e mulheres percorriam para, até à exaustão da capacidade física, obterem o humilhante prémio de alguma comida, roupas e meia dúzia de dólares. 
Cada um ou cada par entregue a si próprio, até ao limite das poucas forças que lhe restavam. A aventura era  individual e voluntarista, não resolvendo, naturalmente, os problemas nucleares e sociais da população.
Hoje, o mundo volta a viver momentos críticos, de pobreza e miséria. Que se alastram por milhões, em contradição com o que seria expectável em época de grandes avanços tecnológicos e científicos.
Também na actualidade há comportamentos individualizados que, todavia, massacram milhões, situados no outro lado da barricada.  Warren Buffett, multi, multi, multimilionário, detentor de capital  na Moddy's, é um sinistro especulador que, pelo crivo neoliberal, beneficia da irracional teoria de que 'mercados e investidores' são um extensíssimo toldo de protecção a incontroláveis e inimputáveis - relembro o 'Inside Job'.
Segundo é relatado aqui e aqui, pela voz de Jean-Claude Trichet, o BCE, para atenuar os efeitos negativos na avaliação da economia portuguesa pela Moody's, suspendeu a exigência de um 'rating' mínimo para as obrigações do nosso Estado. É pouco, diria mesmo é um passo tímido e irrelevante. Mero paliativo.
Corajoso e decisivo seria que o BCE, a CE, o grupo da Zona Euro e - porque não? - a UE, no  conjunto, criassem mecanismos para afastar de vez o fantasma das 'agências de notação financeira' norte-americanas das economias europeias, na linha do que é proposto por Carlos Tavares, ao advogar a criação de uma agência exclusiva da Europa.
Até ver, com os baixos rendimentos e as dificuldades de vida a expandirem-se exponencialmente, nós, Portugueses, os Gregos e outros europeus vão continuar na macabra dança...porque "Os cavalos também se abatem'.  

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Singela homenagem a Maria José Nogueira Pinto

Sempre respeitei pessoas alinhadas por opções e ideias políticas, distintas das minhas; em especial,  gente de carácter e tolerante, mas firme nas convicções, caso de Maria José Nogueira PintoPartiu uma mulher inteligente, desassombrada e corajosa. Às vezes combatida de forma traiçoeira e vil, no seu próprio espaço político - Paulo Portas, Lobo Xavier e o deputado Helder Amaral do CDS devem estar com problemas de consciência, se é que os sentem.
Ao seu posicionamento de direita associava um empenho, não meramente assistencialista, na defesa dos direitos sociais e, em especial, do SNS. Recordo, a propósito, um debate em que interveio há uns anos na Torre do Tombo sobre a política de saúde em Portugal. Havia outros conferencistas, entre os quais Bernardino Soares do PCP. A certo momento, Maria José Nogueira Pinto virou-se directamente para o deputado comunista e afirmou categoricamente, mais ou menos isto: "Oh Bernardino, já vi que os únicos com capacidade e conhecimentos para falar aqui de saúde sou eu e você". Recebeu um aplauso unânime da plateia.
É verdade, Maria José Nogueira Pinto, que hoje partiu, era assim: frontal e transparente, mesmo que inquietasse os espíritos sectários e sinuosos de membros da sua família política.
Deixo expressa a minha singela homenagem a uma mulher de quem discordava em muitas matérias, mas cujas qualidades sempre admirei. Disse-o sempre e não apenas agora, porque faleceu.

Dói Sr. Primeiro-Ministro, dói muito?

Senhor Primeiro-Ministro, estou francamente impressionado com o 'murro no estômago' de que foi vítima. Por contágio mental ou qualquer fenómeno isotérico, até a mim  começou a doer-me o estômago - dois 'Omeprazol' já cá cantam.
Todavia, a dor maior, a verdadeira e sofrida dor, é a sentida por muitos e provocada por aqueles que pensam como o senhor: a eliminação do Estado na economia, a dinâmica da iniciativa privada que emerge não se sabe de onde, o empreendorismo e outras historietas serão a salvação de Portugal em crise.
Senhor primeiro-ministro, para a patologia do aparelho digestivo, encontrará certamente a terapia no gastrenterologista amigo. Para o País, das suas terapêuticas e do seu governo, tenho sérias dúvidas quanto a resultados satisfatórios. O doente vai morrer da cura, atrevo-me a dizer. 
Os efeitos da acção das agências de rating e dos especuladores são graves e complexos. E só a defesa intransigente dos interesses de coesão europeia e nacional poderá tentar fazer algo para os combater. O senhor não está nessa, paciência...vamos sendo esmurrados.

Agências de rating e especuladores

Com este governo, já se vê uma luz ao fundo do túnel - dizia há dias uma cinquentona bem 'botoxicada' para o senhor da farmácia. O homem, sincera ou cinicamente, não percebi, ratificava: "Sim minha senhora, já se vê uma luz ao fundo do túnel".
Ontem, ao saber que a Moody's atirou Portugal para o 'lixo', veio-me à lembrança a troca de palavras entre a senhora do 'botox' e o farmacêutico. Ocorreu-me uma velha nuance da frase idiomática: "Lá ver a luz ao fundo do túnel vê-se, o pior é que são os faróis do TGV que nos vai trucidar". Mas isto são pensamentos meus, um pessimista. Este 'Chicago boy'  do ISEG, por sua vez, é optimista e afiança confiar "numa reviravolta dos mercados".
A minha vida e de muitos portugueses já deu voltas, contra-voltas e reviravoltas. Contudo, nunca assisti a uma reviravolta dos mercados, científica ou empírica. Ainda ontem estive no Mercado do Benfica, que é dos mais concorridos da capital, mesmo fora do tempo de campanhas eleitorais. E, como ainda não existe algoritmo ou coisa do género para a tal reviravolta, disse de mim para mim: "Imagina tu que a reviravolta se dava naqueles instantes em que estavas dentro do mercado, farias  parte da longa lista de mortos e feridos pela reviravolta". De resto, estou a ver os repórteres das TV de voz ansiosa, sufocada e sofrida a anunciar a calamidade ao País. Mais uma. 
Bom, o melhor é esquecer a reviravolta dos mercados. Porque estes permanecem decididos a fragilizar a zona Euro. Grécia e Portugal estão à cabeça. Os juros aumentaram, O 'El País' refere com preocupação os efeitos imediatos da decisão da Moody's; salienta o diário espanhol que a banca espanhola detém 42% da dívida portuguesa. Por este andar, Espanha será a próxima vítima das agências de rating.
A despeito de futurologia não ser o meu forte, não acredito na tese do mercado. Para ultrapassar a crise, a Europa precisaria de se unir em torno de políticas eficazes de defesa do 'euro', como moeda de um espaço global, e agir persuasivamente junto dos EUA e instituições internacionais, FMI por exemplo, para de uma vez por todas se destruir a ligação espúria entre agências de rating e especuladores.
Como cita o 'The Wall Street Journal', o especulador Warren Buffett detem capital da Moody's. Isto é normal? Não, é tão anormal como a Moody's, S&P e Fitch, na véspera de deflagrar a crise em 2008, classificarem o Lehman Brothers e os produtos tóxicos com 'AAA', o chamado 'triple A'. Basta ver ou rever esse excelente filme-documentário, 'Inside Job' ou 'Crime da Crise', para saber ou relembrar.
A reviravolta do mercado tem de conseguir-se através de políticas e acções concretas dos principais decisores políticos mundiais. Nunca se produzirá por auto-gestação.

terça-feira, 5 de julho de 2011

A falácia do Gaspar

O proclamada retirada das 'golden shares' é outra falácia do actual governo. O Estado, ou seja o interesse público, vê-se diminuído de poderes especiais sobre empresas estratégicas, EDP, Galp e Portugal Telecom. Contudo, diz o governo, pela voz de Vítor Gaspar, essa medida é feita "a bem da Nação". A despeito de o Estado perder a posição privilegiada - enfatizou o ministro das Finanças - não será compensado pela perda das 'golden shares'.
Tão curiosos quanto falsos os pressupostos. E, como existe um pretexto, Gaspar afirmou que se trata de cumprir o Memorando da Troika. Como alienar "direitos especiais" em empresas estratégicas, a troco de nada, se converta em decisão política incensurável. Tentam consolar-nos com o argumento de que, a posteriori, em processo de privatização, as respectivas acções serão objecto de valorização.
Infelizmente, trata-se de mais um acto de demagogia a que os nossos políticos habituaram o País. O Ministro das Finanças, por acaso e só pode ser por acaso, saberá estimar o ganho real que o Estado português arrecadará pela transacção das ditas acções? Claro que não sabe. A menos que seja feiticeiro e, de facto, estas teorias do 'mercado da mão invisível' não passam, em si mesmas,  de actos de feitiçaria que conduziram a Europa, e não só, ao descalabro e sofrimento  de muitos milhões de pessoas.
O último governo de Sócrates, pese embora um conjunto de políticas que igualmente contesto, serviu-se da 'golden share' da PT para, na alienação da brasileira Vivo, impulsionar os resultados da citada PT de 44,4 milhões de euros em 2009 para 5,55 mil milhões em 2010. Consequência, diga-se, das reservas inciais à concretização da operação manifestadas pelo accionista Estado, detentor de uma 'golden share' na operadora de telecomunicações.
É lamentável, profundamente lamentável, que o governo de Sócrates tenha isentado do imposto sobre mais-valias os beneficiários dos ganhos conseguidos, entre os quais o sacrossanto grupo Espírito Santo. Já nem refiro os accionistas externos, que expatriaram os lucros, sem impostos, retirados, portanto, ao Rendimento Nacional Bruto, ou seja, à riqueza que fica no País e é distribuída por portugueses.
De falácias, Sr. Coelho e Sr. Gaspar, estamos saturados. E o neoliberalisno não trará, de certeza, melhor vida aos portugueses. Alguns ainda acreditam. A curto prazo, sentirão nos bolsos e nos estilos de vida que foram enganados. Aguardemos, porque o actual governo nem ao teste  mágico dos '100 dias' resistirá. Estou certo. 

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Nobre(s) fora, zero!


Tanta polémica porquê? Trata-se da histórica e simples operação aritmética da prova dos nove, neste caso do(s) Nobre(s). Com ele, eram 230 deputados. Sem ele, porque substituído, o número de parlamentares continua idêntico e, aplicando a citada prova, continuaremos a obter o resultado de 5 = 2+3+0. Nobre(s) fora zero e permanece tudo igual - como dantes quartel em Abrantes.
Também se cumpriu o propósito de renúncia ao mandato anunciado ao 'Expresso', desde o Sri Lanka. Afinal o que disse ao semanário foi o que realmente pensava e não houve problemas de comunicação, poeiras, efeitos da monção ou de outros fenómenos. Fernando Nobre, sempre putativo e contraditório, neste caso foi claro. Enxovalharam-no, não o elegeram para o cargo de 2.ª figura do Estado e levou a dele por diante. Demitiu-se. Que lhe sirva de exemplo, Sr. Primeiro-Ministro!  
No final das contas, pensou ele, o melhor mesmo é fazer a vida na AMI, a tal fundação que proporciona o que este organograma e este relatório (pg. 77 e seguintes) possam significar.

Dois idiotas úteis

Jornais de hoje dão à estampa manifestações de pensamentos de dois idiotas úteis. Considere-se, claro, o conceito actual de 'idiota útil'; de sentido mais lato, apesar de respeitar a ideia da concepção original, atribuída a Lenine
Um é Pedro Marques Lopes, esse 'tudólogo' que, de súbito, emergiu das trevas, para comentar e opinar sem limites ou restrições de temas. Umas vezes na TV, SIC Notícias em especial, outras em artigos de jornal.
Hoje, em entrevista ao Jornal "i", embora encimada pelo título "A orgânica deste governo é um disparate completo", PML recorre ao discurso laudatório para propagandear as virtudes do actual governo. Do princípio ao fim, a loquaz figura alterna entre o prosaico e a presunção do observador estatuto - "A redução da TSU vai ser compensada pelo aumento de impostos". Que tirada! Ah! Ainda não tínhamos percebido!
Vamos ao segundo. Este é um caso mais sério, porque se trata do actual Ministro da Economia (e de mais não sei o quê), Álvaro Santos Pereira. O tal que prefere ser tratado por Álvaro. O nosso Álvaro, seja assim então, em livro editado em 2007, referido pelo 'Público', considera que a "Madeira poderá tornar-se independente". Do princípio ao fim, o conteúdo da notícia leva-nos a várias citações do referido livro, em que é enaltecido a talento de Jardim para fazer "bluff" com a ameaça de independência, se não for suficientemente abastecido de fundos pelo Continente.
Se o livro foi editado em 2007, alguém no Governo, e em particular o PM, deveria conhecer as ideias e opiniões de Álvaro Santos Pereira, tendencialmente complacentes com João Jardim e  independência do arquipélago da Madeira.
Nos quase nove séculos da História de Portugal, no domínio do Continente e Ilhas Adjacentes, o único fenómeno de separatismo conseguido foi o de Olivença. O arquipélago da Madeira, onde os portugueses chegaram sob o comando de Gonçalves Zarco (Porto Santo) e Tristão Vaz Teixeira (Madeira), constitui parte do território nacional que povoámos e está submetido aos interesses da soberania nacional desde o século XV.
O Álvaro tem andado lá pelo Canadá e já está esquecido da História de Portugal. Porém, igualmente ignora a Constituição da República Portuguesa que, no Artigo 5.º, estabelece : 

Artigo 5.º
Território
1. Portugal abrange o território historicamente definido no continente europeu e os arquipélagos dos Açores e da Madeira.
2. A lei define a extensão e o limite das águas territoriais, a zona económica exclusiva e os direitos de Portugal aos fundos marinhos contíguos.
3. O Estado não aliena qualquer parte do território português ou dos direitos de soberania que sobre ele exerce, sem prejuízo da rectificação de fronteiras.

Um Álvaro destes serve para ser ministro do governo da Nação? Não! Para secretário do Alberto João? Certamente.