domingo, 14 de setembro de 2014

Poema dedicado ao desgoverno do processo Novo Banco

À podridão (ex-BES e grupo BES) junta-se mais podridão. Salgado começou, Coelho, MLA, Costa, Bento, Rato e Honório continuaram a encher a latrina - haverá, porventura, outras figuras secundárias de permeio; porém, são insignificantes figurantes da tragédia.
O BES, de bem almofadado, passou a repousar em tábua empenada e rasa, completamente depenado. Acabou nos calabouços dos 'bancos maus' (há algum bom???). Todavia, dele nasceu o Novo Banco, naquela noite na Rua do Comércio, em Lisboa. Sempre me pareceu soturna, mas as vozes do poder entoaram-na como radiosa.
Inesperadamente decorrido este tempo e de súbito, extinguiram-se as luzes da estratégia de relançar com tempo, 2/3 anos, um Novo Banco sólido e florescente, E, por puro desgoverno, o trio Bento, Rato e Honório está de partida. Há que  contratar nova equipa para proceder a uma venda acelerada do Novo Banco - nós, contribuintes, estamos cá para pagar o que for necessário, mesmo quem se fia nessa máquina de produção de mentiras, MLA de seu nome e amanuense de profissão.
O caso merece um poema, suficientemente crítico e certeiro. Seleccionei Desgoverno Nacional da poeta brasileira Mônicka Christi:


Se dissipem mentes curtas
No silêncio em que se abandonam
mergulhadas no comodismo ignorante
De quem aceita a punhalada
Como troféu brilhante!...
E a carne se desmancha
Pálida e repugnante
Presa as algemas aceitas
pelo vil governante
Que vomita em suas bocas
E defecam seus projetos insanos
Quando o verbo se oculta com medo
Destes perversos tiranos
A doutrinar por mentiras e imagens
bancada pela corrupção
Que a dignidade consome
Dilacerando a verdade.

(Depois de ver a repetição dos absurdos das chuvas,as mentiras governamentais...tudo igual, e nenhuma providẽncia real/ 26/12/2013)