terça-feira, 30 de junho de 2015

Grécia: Paul Krugman votaria “não” no referendo – tradução do NYT de 28-06-2015

Grisis [Grise, termo adoptado pelo tradutor]


OK, isso é real: os bancos gregos fechados, imposição de controlo de capitais. Grexit não é um traçado difícil daqui — a tão temida mãe de todas as actividades dos bancos já aconteceram, o que significa que a análise de custo-benefício a partir daqui é muito mais favorável à saída do euro do que alguma vez antes.
Claramente, no entanto, algumas decisões agora têm de esperar o referendo.
Eu voto não, por duas razões. Em primeiro lugar, assim como a perspectiva de saída do euro assusta todos — eu incluído — a troika está efectivamente a exigir agora que o regime de política dos últimos cinco anos deve ser continuado indefinidamente. Onde está a esperança nisso? Talvez, apenas talvez, a vontade de deixar inspirará um repensar, embora provavelmente não. Mas mesmo assim, a desvalorização não poderia criar caos muito mais do aquele que já existe e prepararia o caminho para eventual recuperação, tal como sucedido em muitos outros tempos e lugares. A Grécia não é diferente.
Em segundo lugar, as implicações políticas de um voto sim seriam profundamente preocupantes. A troika fez claramente um reverso Corleone — eles fizeram a Tsipras uma oferta que ele não pode aceitar e presumivelmente fez isso conscientemente. Então o ultimato foi, com efeito, um movimento para substituir o governo grego. E mesmo se você não gosta de Syriza, isso tem de ser perturbador para quem acredita em ideais europeus.
Uma estranha nota logística: Estou de semi-férias esta semana, fazendo uma viagem de bicicleta em local não revelado. São só umas semi-férias porque eu não negociei quaisquer folgas da coluna. Vou estar no jornal de amanhã (hum, pergunto-me qual é o assunto) e ter trabalhado a logística de modo a tornar a coluna de sexta-feira factível também. Eu estava planeando fazer pouco no blogue, e terei de qualquer forma de fazer menos do que poderia de outro modo, dados os eventos.