sexta-feira, 26 de junho de 2015

Nana Mouskouri em hino à Liberdade


 Tivemos uma semana em que os déspotas da    União Europeia e da Zona Euro atingiram o cume  da falta de vergonha, ao recorrer a um lamentável  vexame sobre o povo grego. Os líderes europeus e  do FMI, traidores do regime democrático, renegam os princípios de que se afirmam defensores. Humilharam o governo da Grécia, a despeito da legitimidade do sufrágio com que foi eleito - o poder do governo helénico, exercido com perfeita licitude pelo Syriza, tem de ser respeitado, reivindico!
Contra o Estado Grego, os credores, misturando falsos avanços e recuos autênticos, entre as alegações e atitude deploráveis, rasuram a vermelho e exibem as propostas do governo como inaceitáveis. Que falta de dignidade! Nojentos!
Um dos argumentos de acusação é considerar que, ao aumentar impostos, o governo de Alexis Tsipras está a inviabilizar a recuperação económica do seu País. Um enorme topete!, bradaram naturalmente os deuses e o povo grego em uníssono. 
Tsipras reagiu. Acusou as instituições europeias e em especial o FMI de tratarem a sua nação de forma menos favorável do que fizeram com a Irlanda e Portugal. Recorde-se o 'brutal aumento de impostos' de Vítor Gaspar para sancionar a versão de Tsipras. Claro que Passos Coelho quis despudoradamente desmenti-lo, mas, nas projecções orçamentais e outras das nossas contas públicas, está bem claro que, por efeito dos chumbos do Tribunal Constitucional dos cortes de pensões e outros, a coligação foi compelida a resolver o problema pelo lado dos impostos (da receita, dizem os tecnocratas).
Tudo isto faz exalar um cheiro nauseabundo. Todavia, como estamos em fim-de-semana, excepto para o Eurogrupo e o Governo Grego, com a sessão de amanhã, Sábado, compensemos as tristezas e revoltas com a voz de Nana Mouskouri, Teve a infância marcada pela invasão nazi da Grécia e o seu pai tornou-se um activo militante antinazi - nem de propósito, penso eu com os meus botões.
A música escolhida e apresentada no vídeo tem por título em castelhano 'Libertad' e é interpretada com a melodia 'Va pensiero' do 'Coro dos Escravos Hebreus', da ópera 'Nabucco' de Verdi. Que o bando de Bruxelas abandone, nem que seja por uma ocasião excepcional, a condenação selvagem e injusta que está a levar à prolongada expiação do povo grego.