sábado, 19 de julho de 2014

Regresso à escrita

Estou de volta! Por quanto tempo? Ignoro. A minha vida é igual à de muita gente. Compromissos e obrigações, temperados por imprevistos de ordem familiar e profissional, condicionam os meus desejos e vontades, no uso do tempo; entre os quais se integra a escrita.
- Se te isolasses uma 'horinha' ao fim de semana, evitarias o silêncio completo do ‘Solos sem Ensaio’ – têm-me dito uns amigos. – É-me impossível – respondo.
Sinceramente, para escrever um ‘post’, tenho ritual. Selecciono o tema, alinho ideias e formulo opiniões. Em muitas das ocasiões, consulto literatura das áreas prevalecentes nos textos que redijo: economia, por vício profissional, e política, com maior incidência em matérias de justiça social, em especial a desigualdade crescente no seio das comunidades.
A concentração de riqueza e ganhos em parcelas ínfimas da população de cada país – caso também de Portugal - a explosão da pobreza, mesmo da miséria, do desemprego e da fome de crianças e adultos constituem fenómenos muito perturbadores, suscitando-me revolta. São os temas dominantes a que me dedico.
Declaro, uma vez mais, não estar vinculado a qualquer partido. Nem me nutro da utopia de uma sociedade completamente igualitária, sem classes. Todavia, creio firmemente ser possível destruir os batalhões de neoliberais no poder e a ideologia desumana que perfilham e aplicam com sádico prazer. Tenho crença, portanto, na exterminação da ganância do dinheiro por minorias e da teoria da sacralização dos mercados.
Estou de volta à escrita neste blogue, com os objectivos de sempre. Sem a veleidade de pertencer aos que, por talento, se exprimem com enorme imaginação e facilidade na arte da palavra escrita, continuarei acantonado neste refúgio sempre que os acontecimentos e condicionalismos da vida me permitam.
Saúdo os muitos que já constituíam um grupo de leitores assíduos do ‘Solos sem Ensaio’, penitenciando-me por tão longo silêncio. Que poderá voltar; quem sabe?