quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Sobretaxa: a farsa eleitoralista interpretada por Passos Coelho


Estas declarações de Passos Coelho foram proferidas a 25 de Setembro de 2015. Contas feitas, a dez (10) dias das eleições legislativas.
A fim de ludibriar o eleitorado, com fins e mais do que prováveis ganhos eleitorais, o PM, mentiroso desde sempre, afirmava taxativamente:
"O Estado devolverá em 2016 tudo o que cobrou em excesso, a mais, de IVA e de IRS. Ora aquilo que cobrou até Agosto em relação àquilo que estava previsto representa 35% da sobretaxa. Em Julho teria representado cerca de 25%. Quer dizer que tem vindo a melhorar a perspectiva do que pode vir a ser devolvido aos portugueses em 2016..." 
Se interpretadas com rigor e independência, estas palavras de Passos nem sequer constituem uma promessa vaga. São declarações de compromisso categórico de uma devolução de parte significativa da sobretaxa de IRS; parte essa, dava a entender o especialista descarado na mentira, que estava em crescendo. 
Ao saber o número final, com simulador para facilitar o reembolso do excedente no 'Portal das Finanças', algures no início de 2016 ficávamos a dar saltos de recomemoração da meia-noite de 31 de Dezembro de 2015.
Sabe-se através do Ministério das Finanças e da sua DGO que, fechadas as contas das receitas fiscais de Outubro, ou seja, 1 mês e 5 dias depois das enganosas afirmações de Passos Coelho, a devolução da famigerada sobretaxa se tornou nula (0%).
O estigma e a divisa do governo de Passos e Portas sempre foram a mentira e a manipulação da opinião pública. Contando com inúmeras conivências; uma parcela da comunicação social (com o grupo Impresa em destaque)  e do repugnante inquilino de Belém. Este jamais se demarcou de actos continuados de promiscuidade política. 
No entanto, e porque não sou político de profissão nem alimento ambições nesse domínio, posso afirmar que, de facto, há igualmente um segmento de portugueses que, de tão reles, os defendem. Que porcaria de gente é essa? Um amigo diz-me que é o segmento que se designa por classe 'mérdia' e 'mérdia alta', i.e., o podre da classe média tão visada pela austeridade.