quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Portas e Passos de Falsários

 
Quem estava à espera da reprovação do OGE de 2013 pelo CDS-PP – há sempre crentes em feiticeiros e feitiçarias  - obviamente enganou-se. O demagogo e populista Paulo Portas, segundo comunicado ao País, desiludiu-os. O mais grave é milhões de portugueses virem a sentir ainda mais agravadas as condições de vida no sentido da pobreza e da miséria.
Passos Coelho, por seu turno, na longínqua Bucareste, acaba de garantir:
complementando:
“…o Parlamento tem todos os poderes para alterar a proposta governamental do OGE … [até] de derrubar o governo…” 
Insensíveis à enorme expressão dos problemas sociais na sociedade portuguesa, intransigentes na renegociação das metas da ‘troika’ à boleia do recente reconhecimento do erro da solução única da austeridade pela directora-geral do FMI, Christine Lagarde, em Tóquio – Gaspar presente na reunião não viu nem ouviu o que os meios audiovisuais divulgaram pelo mundo inteiro – e, portanto, sem a menor compaixão, os líderes da coligação teimam em punir o povo português social e economicamente, bem como colocar em causa o futuro do sistema de segurança social, chegando mesmo a ameaçar a já debilitadíssima soberania nacional para todo o sempre.
Aprovado o OGE de 2013, a respectiva execução orçamental, o andamento do PIB e do défice, o número de insolvências e de desempregados em crescendo encarregar-se-ão de demonstrar que, tal como em 2012, os modelos estocásticos e as politicas macroeconómicas de Gaspar são deliberada e criminosamente erradas.
Convertendo apelidos em substantivos de sentido mais comum, pode dizer-se que os portugueses, agora condenados a um país à deriva, estão tolhidos por portas e passos de falsários.
PM e MNE são homens sem vergonha, nem limites para a mentira.