sábado, 27 de outubro de 2012

Relvas nem ao Domingo necessitou de fazer exames

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Relvas na cadeira oferecida pelo amigo Passos
A propósito de governos africanos – sem ponta de racismo, mas pela habitual falta de observância de regras de honestidade, ética e  de capacidade para o exercício de funções governamentais – é usual dizer-se que na Guiné-Bissau, no Burundi, no Niger, no Tchad, na R.D. do Congo, no Mali e em outros países da área subsariana qualquer individuo pode ser ministro. Não é imprescindível ter habilitações ou conhecimentos, mínimos que sejam . O segredo é descobrir os caminhos do poder e fruir dos benefícios de governante.
Em Portugal, actualmente sob controlo uma trupe de descendentes de ex-colonos angolanos, em lugares governamentais ou parlamentares relevantes, também se tornou normal a síndroma de, sem qualificações ou méritos, chegar a ministro, secretário de estado e outros lugares políticos.
Miguel Relvas, um génio, cometeu a proeza de ver reconhecidas pela  Lusófona, um exemplo de rigor científico, equivalências a cadeiras não leccionadas naquela universidade.
O homem tem, de facto, uma mente brilhante, ultrapassando de longe o outro que fez e enviou provas por fax ao Domingo – este nem ao Domingo ou em qualquer outro dia da semana. Questões de diferenças de horários de trabalho entre universidades.
Relvas, se Passos Coelho cumprisse o dever jurado no acto de posse – para evitar de  dizer se o PM fosse efectivamente um exemplo de probidade – teria há muito demitido o Ministro dos Assuntos Parlamentares.
Que ninguém lastimasse a pouca sorte de Miguel Relvas. Como o outro, também teria petiscos em destinos de caloroso acolhimento: da muamba e mariscos de Moçâmedes em Angola ao churrascão gaúcho em terras do mensalão, as escolhas seriam complexas pela abundância de alternativas.
Entretanto, venha de lá uma cachaça. Relva é planta de regadio.