quinta-feira, 16 de junho de 2011

Um caminho de Passos e Portas

Na opinião de tudólogos, Prof. Marcelo à cabeça, há que confiar na maioria 'PSD+CDS' para vencer as dificuldades com que o País se depara. Nada melhor que um um governo forte e para 4 anos, proclamado pelos líderes 'laranja' e 'centrista'.
A assinatura do documento 'Maioria para a Mudança', em ambiente  caótico de hotel e inexplicavelmente retardado, foi formalizada pelos dois 'grandes líderes':
O acto teve lugar exactamente às 12:20; portanto, 1:20H depois da hora categoricamente noticiada pelo Público 'online', anunciando um evento que ainda não ocorrera.
Das palavras, formais e ocas, de Passos Coelho, retive  não ser intenção dos novos líderes remeterem para o passado e anteriores governantes as culpas da crise. Isto, à partida, é  uma afirmação  que visa poupar o passado recente e Sócrates. A despeito de parecer uma hipocrisia própria da 'realpolitik, é útil lembrar que, na dimensão do tempo e da génese das dificuldades do País, os motivos das "desgraças da Nação" remontam a tempos e casos de um passado muito mais distante - desde 1985. Inclusivamente repercutidos na injustificada injecção de dinheiros no cavaquista BPN - como estamos em termos de justiça? - das "iniciativas vanguardistas" de Cavaco nas PPP's e, sintetisando, nas opções políticas do actual PR em matéria de 'mar e agricultura' de que agora - tarde piaste! - se  mostra  acérrimo defensor, na perspectiva do interesse nacional.
Passos Coelho, segundo este e estoutro testemunho, afirmou que iremos viver com grandes dificuldades nos próximos anos. Se mantiver a veia privatizadora e infinita crença na iniciativa privada, as dificuldades ainda serão maiores e mais extensas no tempo. E os portugueses serão as vítimas, Mesmo muitos daqueles apostadores na escolha eleitoral do PSD e do CDS. Daqui a algum tempo falaremos.
Para remate, aqui fica texto do acordo MpM. É  uma injecção planfetária. O que verdadeiramente valerá serão os conteúdos e objectivos definidos pela "troika": aqui, aqui e aqui. O resto, como diz o povo, é música. Que embala mas não nos sossega. Atormenta.