sábado, 25 de junho de 2011

A viagem mais económica de Coelho

A viagem mais económica de Coelho foi aquela que a imagem documenta. O proprietário do tractor não lhe cobrou um cêntimo e o actual PM ainda teve, no mínimo, o ganho de dois votos: um do agricultor e outro do empregado tractorista.
A comunicação social, com a SIC no comando, tonitruante e repitiva na notícia, bem se esmerou na exibição do 'soundbyte' de anunciar que Passos Coelho, para economia da despesa pública, tinha viajado em classe económica para Bruxelas. Inclusivamente, foi quantificada uma poupança de 2665 euros. Que rigor, meus senhores!
 O 'Jornal de Negócios' mas também o 'Público' informaram a opinião pública de que, afinal, os membros do governo (ministros e secretários de estado) estão há anos isentos de pagamento pelo Estado à TAP das viagens de serviço que realizam. Apenas em relação aos técnicos que lhes prestam assessoria, e não se sabe se todos, o mesmo Estado paga passagens àTAP.
O episódio é um epifenónemo. Dentro de algum tempo, a dita economia desaparecerá da memória colectiva. Mas, a nosso ver, o facto é revelador de falta de maturidade de Passos Coelho, e eventualmente de outros membros do governo. Na ânsia populista da propaganda, proclamou aos portugueses uma falsa poupança.
E, em jeito de remate, há a acrescentar que Coelho ficou com um dilema: ou altera a regra e o Estado verá aumentada as despesas de governantes em viagens aéreas e a TAP é ressarcida, ou continua tudo na mesma. O que sucederá?