sábado, 11 de junho de 2011

Do acordo à luta de "boys" entre PSD e CDS

O jornal "i", com a habitual generosidade com que trata a parelha 'PSD+CDS', anuncia em extensa notícia o fecho do acordo governamental entre os partidos de Passos Coelho e Paulo Portas. Do que se percebe, esse acordo teve como base o documento político formulado para a constituição do governo  de Durão Barroso em 2002, de idêntica coligação.

O acordo, assim divulgado, não passa em nossa opinião de um rol de acertos de aspectos formais da estrutura governativa; ou seja, dos cargos ministeriais e outros com que cada partido será contemplado.
Como a conquista dos chamados "tachos" é matéria de fundamental importância para a vida de "boys" da São Caetano à Lapa e do Largo do Caldas, uma tal Sílvia Ramos da distrital do CDS de Beja advertiu desde já : "Este é momento...de se correr atrás dos lugares". Assim mesmo, alto e bom som, como quem diz: "Mexam-se 'boys' centristas, mexam-se, façam as ocupações de lugares rapidamente e em força!". Uma espécie de "reprise" do que a extrema-esquerda mandou fazer em 1974 com as chamadas ocupações selvagens.
Se um político de esquerda, de dimensão concelhia que fosse, lançasse semelhante repto, o que a imprensa não diria dele. De extremista a louco, seria um desenrolar de epítetos duros e severos. Porém, como se trata de uma Sílvia democrata, e ainda por cima cristã, o insensato passa a irrepreensível.
Da cordata distribuição de altos e médios cargos entre 'laranjas' e 'azuis-amarelos' e do início da competição de 'boys' na caça a lugares já ficámos informados. Do programa governamental, segundo o "i", ainda nada foi estabelecido entre Passos Coelho e Paulo Portas. Como ambos tivessem alternativa ao que "FMI-BCE-CE" estabeleceram nestes documentos: memorando de 3-Maio-2011,memorando de 17-Maio-2011 e sistematização de medidas de 8-Junho-2011
Vertam tudo para um documento com o logotipo dos dois partidos e aí ficará o programa do XVIII Governo Constitucional - o programa da multiplicação da pobreza e da miséria, sob o alto patrocínio de um Presidente, uma Maioria e um Governo que a maioria dos portugueses escolheu - diga-se a verdade - mas de que muitos, mesmo muitos cedo ou tarde se arrenpederão.