segunda-feira, 2 de julho de 2012

Os enfermeiros sujeitos ao arbítrio de energúmenos

Luís Cunha Ribeiro
O ‘Público’, nesta notícia, informa:
Segundo explicou ao mesmo jornal o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses em muitos casos são enfermeiros que já trabalhavam nos centros de saúde para outras empresas, ou até para a mesma, e que vêem o valor pago por hora baixar para os 3,96 euros – o que no final do mês corresponde a cerca de 555 euros brutos e a 250 a 300 euros após os descontos, para 140 horas mensais de trabalho. O sindicato vai por isso reunir-se nesta segunda-feira com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo para fazer uma exposição sobre a situação.
O Rendimento Social Mínimo, em 2011, para cada família apoiada, obedecia ao seguinte esquema remuneratório:
Cálculo do valor do RSI
  • Pelo Titular - 189,52 euros;
  • Pelo segundo adulto e seguintes - 132,66 euros por pessoa;
  • Por cada criança ou jovem com menos de 18 anos - 94,76 por pessoa euros.
Um(a) enfermeiro(a), depois da preparação académica em que os próprios e família investiram, vê-se praticamente equiparado(a) na remuneração a indigentes desempregados, beneficiários do RSI.
Justificação de Luís Cunha Ribeiro, segundo o ‘Público’:
[…] o presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Cunha Ribeiro, diz não conhecer os valores pagos, justificando que não contratam enfermeiros mas sim serviços de enfermagem.
Dizem ser um homem do Norte, nascido perto do Dragão. Até poderia ter sido parido na Clínica da Cruz Vermelha, próxima dos clubes da 2.ª Circular e alfacinha de gema; ou ser um tunisino de Tataouine. 
Nascesse onde nascesse, a verdade é que teria de vir ao mundo como funesta e energúmena criatura, cujo perfil perdurará até que a vida lhe dure. Com cirurgiões destes, a mortalidade dos doentes aumenta exponencialmente.