sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Crespo em Nova Deli


Este é...Mário Crespo!. Natural de Coimbra, deambulou por dispersas travessas e vielas, acabando por desembocar na 'Grande Praça da Comunicação Social'. O currículo é elucidativo. Frequentou um ano o Instituto Superior Técnico e não chegou a completar quatro anos do Curso de Medicina, na Universidade Mondlane.
De estudante de engenharia e medicina falhado, veio a ser, de facto, a Imprensa o domínio do sucesso. A função de intérprete no Gabinete de Imprensa Militar de Kaúlza de Arriaga foi o primeiro voo, de uma rota que, pela mão deste e daquele, o havia de guindar, nos anos 1990, a correspondente da RTP de Washington.
Do salto de hemisférios, fixa a saudade na capital dos EUA. Recorda-a com um brilhinho nos olhos. É natural. Teve prestígio e auferiu de rendimentos e benefícios generosos de uma empresa pública. Do tal sector público que, agora, detesta e contesta. Com Miguel Relvas e outros que abominam a existência do Estado, vivendo, todavia e bem, à custa dele. Ou dito de outro modo, à nossa custa.
Tanto o 'Expresso', como outros jornais, revelam que em 2006 Crespo concorreu, sem resultado, ao lugar de correspondente da RTP em Washington. E o próprio assegura que, mesmo não (?) tendo falado com Relvas, está interessado no lugar.
Eu, confesso, quero é ver o homem daqui para fora. É intragável. Como homem e como jornalista. Portanto, proponho um lugar para o Crespo: correspondente em Nova Deli. Estou a imaginá-lo no meio do trânsito, afónico, de cabelos a rarear ao vento, empoeirado e a exalar o bodum, relatando a visita de um qualquer ministro coelhista para captar investimento que possa dispensar semáforos. Sim, as imagens provam que se pode circular sem semáforos. Como o Crespo, de resto, circula sem vergonha.