segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Mais 1.000 milhões de dívida da EDP

                               Tem a palavra o Presidente do Conselho de Anciãos

O financiamento total, diga-se, deverá atingir os 2.000 milhões de euros, concedido pelo  China Development Bank. A taxa corresponde ao somatório da ’Euribor’ a 6 meses mais um ‘spread’ de 4,80%. O reembolso será feito em 5 anos, com 2 de carência, julgo.
Os nossos três homens estavam eufóricos, caso que, em relação ao ‘rubicundo’ Catroga, não é inédito. É um homem muito alegre e expansivo. Todos valorizaram o alcance estratégico, diria miraculoso, para a Economia Portuguesa e naturalmente para a EDP, no futuro.
Mexia, por exemplo, revelou-se inteiramente tranquilo, a despeito da descida do ‘rating’ da EDP pela Fitch, no início do mês, para BBB-. Se suspeitassem, ele e os outros, que poderiam ser responsabilizados no futuro,  hesitariam em comemorar publicamente o agravamento do elevado endividamento da ‘eléctrica’, privado mas forçosamente integrante da dívida externa; se tivessem tal suspeita, repito,  talvez não promovessem o acto ou pelo menos manifestassem tanta euforia.
A dívida financeira da EDP, no final do 1.º T de 2012, somava 18.870.419.000 euros; a autonomia financeira limitava-se a 28,75% e a dependência financeira em relação a capitais alheios era de 71,55%.
No final, como sucede nas facturas mensais da EDP, Mexia & Cia. certos de que, através de rendas e outros imorais proveitos permitidos pela ERSE, serão as famílias e empresas portuguesas a suportar os custos deste desvario, a  que se juntam os prémios do Mexia e as tão chorudas quanto  abomináveis remunerações de Catroga, Cardona e Teixeira Pinto, todos também certos da inimputabilidade.
(Adenda: Estranhei que o Álvaro, do ministério que tutela a energia, tivesse estado ausente. Provavelmente foi acometido por alguma gripe e pediu a Paulo Portas que o substituísse – que sacrifício! Coitado do MNE.)