segunda-feira, 12 de setembro de 2011

PSD e os limites financeiros na CRP

O líder parlamentar do PSD, Montenegro, um apelido em sintonia com o governo que nos desgoverna a vida e a crise em erupção, ergueu a voz numa Cova, a da Beira, amparado pela Serra da Estrela e, entre cabras e ovelhas, proferiu com energia:
"O PSD não avançará com uma proposta de revisão constitucional nesta sessão legislativa. Mas abre uma excepção para constitucionalizar um limite do défice"
Com sentido de colaboração, permito-me sugerir a Montenegro e companheiros de bancada que, além do limite do défice orçamental, proponham também um limite constitucional às quedas das bolsas. Sim,  porque  o documentado pelo gráfico   é um atentado aos mais elementares interesses da nação, em especial dos mais desprotegidos e das IPSS's visitadas no Fundão, segundo o ritual folclórico do costume, pela comitiva parlamentar laranja: 

Clique aqui para ver o gráfico em tempo-real sobre PSI 20 Index 6 Meses
Sem protecção constitucional, motivo do pungente apelo a Montenegro e companheiros, as bolsas, com as europeias em destaque, registaram hoje acentuadas quedas e o PSI 20, por solidariedade - apenas por solidariedade - sentiu-se forçado a cair  -4,19% - uma barbaridade para o BES  (-7,73%), a SONAE (-6,40%), a BRISA (-5,84%) e mais um ror de outras cotadas na bolsa lisboeta.
Ricardo Salgado, Belmiro de Azevedo, Vasco de Mello e outros cidadãos devotados  ao desenvolvimento nacional  não mereciam, de todo, este ou outro abrupto castigo, uma vez que estão inteiramente desguarnecidos da protecção da CRP contra limites de perdas na bolsa. 
Os malditos 'mercados e investidores', cães que não conhecem os donos, viraram-se sem dó nem piedade contra esta gente de má sorte, em vez de financiarem a aplicação da suprema doutrina de partir a espinha aos sindicatos, do preclaro António Ribeiro Ferreira.
A infelicidade bolsista é, na dolorosa transe do momento, uma fatalidade para os mais dedicados à causa dos desafortunados bolsistas, de suadas fortunas Coitado deste pobre António. Ainda por cima as verdadeiras espinhas não o poupam e,  de garganta espinhada, é forçado e assíduo utente das urgências hospitalares. Sempre atentido por médicos e enfermeiros sindicalistas. Ironias da vida. Sem espinhas!