domingo, 25 de setembro de 2011

As premonições de Marcelo


Fonte: diariodopurgatorio.com



O País, na peugada da Europa e dos EUA, bate-se com a crise mais grave do pós-II Guerra Mundial. Do globo em geral, a África mantém os sofrimentos endémicos, devastadores da vida de milhões de seres humanos, vítimas da fome, de patologias complexas e do vírus da SIDA. Com os BRICS a comandar, as economias emergentes, ainda que de forma assimétrica e nem sempre em respeito por modelo de justa distribuição, estão a proporcionar algum progresso nas condições sociais e económicas das suas populações.
Mas o País, o nosso, ao qual regressamos, é dominado por ideias pequeninas e premonições ao jeito de feiticeiro. Marcelo, prolixo na fala, esférico no formato e laranja na cor, considera que António Barreto é uma hipótese possível de candidato a Belém.
Para Marcelo, e outros que tais, o que interessa é quem está ou estará no poder. Os cerca de 360.000 a viver do subsídio de reintegração social, muitos outros sujeitos a vidas miseráveis e uma complexa crise multiplicadora de pobreza e miséria continuadas são aspectos secundários para o mediático professor de FDL.
Estaremos perante uma premonição de Marcelo? Provavelmente. De resto, em termos premonições e previsões astrológicas, a FDL tem escola. Por lá passou a famosa Maya e Marcelo não deixa de honrar a tradição.
Como o ‘professor comentador’ falha bastante, nem preciso de rogar preces para que o labirinto chamado Barreto não venha a presidir à República Portuguesa.
Só me faltaria, ao fim destes anos, ter o Barreto como Presidente da República e a Maria Filomena Mónica como primeira-dama. Porra! Vá de Retro, Satanás!