sexta-feira, 22 de julho de 2011

A CGD assaltada pelo governo

O aumento do número de gestores da CGD é uma verdadeira afronta aos cidadãos em geral. Vítimas de medidas de dura austeridade - imposto extraordinário, violenta subida dos preços de transportes e mais o que adiante se verá -, os portugueses são também alvo de injuriosas decisões do governo do PSD-CDS.
Decorridas horas após o anúncio, por Passos Coelho, de que seriam diminuídos 15% dos cargos dos dirigentes públicos, eis que o PSD, em conivência com o CDS certamente, tomou de assalto a CGD para dilatar para 11 o número de administradores do banco público. 'Old ou young', cada 'boy' é exactamente o amigo ou companheiro laranja ou alaranjado cujo recrutamento, há dias, havia sido negado pelo próprio primeiro-ministro. Justamente por ser 'boy', argumentava.
Mentira após mentira, e de forma despudorada, lá se vai garantindo um distinto emprego ao sinuoso Nogueira Leite e, vergonha das vergonhas, acomodando em 'alto tacho' Faria de Oliveira; homem abençoado pelo cavaquismo e cuja vida activa e muito bem paga não é afectada pela idade. Entrou na CGD, via HPP, após a extinção do IPE que o remunerou generosamente. E agora foi promovido a 'chairman'.
Como disse neste 'post', BdP e CGD são dois asilos emblemáticos do regime e os asilados de tão luxuosos albergues formam um numeroso exército. A auferir, em instituições de carácter público, de condições salariais e oportunidades de carreira, com frequência assentes no compadrio.
Em suma, a torto e a direito, chamava-se mentiroso a Sócrates. Porém, Passos Coelho não lhe fica atrás. É mesmo um colossal aldrabão.