quinta-feira, 14 de julho de 2011

Mandaram-no vir, agora aturem-no

O anterior mentia, o actual também mente. No final, Sócrates ou Passos Coelho usam, apenas, estilos diferentes; todavia, as pesadas consequências do logro, de um ou de outro, são idênticas para os portugueses.
O líder laranja, em reunião do PSD, terá afirmado que haverá um 'desvio colossal' nas contas públicas. No Boletim de Verão, o Banco de Portugal contraria a versão de PPC, declarando tratar-se de um desvio de apenas 0,4% do PIB, ou seja, os 800 milhões de euros que o governo projecta arrecadar com o imposto extraordinário. "Se o desvio for de facto de 0,4 pontos do PIB não me parece colossal", afirmou o economista social-democrata, Miguel Beleza, ex-governador do banco central.
Toda esta novela do 'desvio colossal' centra-se no eixo da estratégia da comunicação governativa que, passo a passo, vem apregoando ao País medidas anti-sociais, a que, obviamente, os detentores de fortunas são poupados.
A coberto do 'desvio colossal', o governo actual vai fazer os portugueses pagar mais por serviços públicos de saúde, mais IVA, dimuindo os rendimentos de trabalhadores, pensionistas e de outros a viver sem emprego.
Em poucos segundos, esta tarde, o ministro Gaspar explicará ao País quanto nos vai subtrair do subsídio de Natal - o tal "disparate" de PPC na campanha eleitoral. O que Gaspar e o seu chefe não conseguem fazer-nos perceber é a razão por que os rendimentos de capital ficam isentos. Não é irracionalidade. É injustiça social deliberada.
Mandaram-no vir, agora aturem-no. Paguem e não ... - isso mesmo!