sexta-feira, 1 de julho de 2011

Um governo de embustes

Este vídeo é inequívoca prova do primeiro e enorme embuste de autoria de Pedro Passos Coelho (PPC); e não será certamente o último do actual governo PSD-CDS, bem como do seu chefe. 
Jerónimo de Sousa, ao declarar na AR que nenhum dos partidos coligados se tinha referido ao imposto extraordinário anunciado pelo PM, errou. A questão foi mencionada sim, por PPC, mas para propagandear coisa distinta e oposta por duas vezes:
  • A 24 de Março de 2011, em Bruxelas, declarou que, como governante, não actuaria fiscalmente sobre os rendimentos, preferindo fazê-lo sobre o consumo;
  • A 1 de Abril de 2011, popularmente designado por 'dia das mentiras', garantiu a jovens de uma escola do Forte da Casa, Póvoa de Santa Iria, que era disparate andar a dizer-se que faria cortes no 13.º mês.
Anunciado o imposto extraordinário sobre o 13.º mês, que juízo se poderá fazer sobre PPC e do seu governo que, hoje, viu aprovado o programa na AR, sem votação? A meu ver, que se trata de um homem que utiliza o ludíbrio, para levar a "mau porto" a aventura neoliberal e anti-social em que está empenhado. Na companhia, diga-se, do farsola Paulo Portas e de mais nove ministros que oscilam entre o vedetismo, a tecnocracia, a insensibilidade social e, em alguns casos, a mais do que provável incompetência.
Esta equipa governativa começa a dar fortes sinais de que, ao contrário das mensagens durante o folclore eleitoral, vai governar com embustes e a confessada ambição de exceder o já de si impedioso programa subscrito com o terceto FMI-BCE-CE.
Também não posso deixar de referir o plácido discurso de generosa conivência de Maria de Belém. Não o estranho, por vir de quem vem. O PS, se me é permitido dizê-lo, tem rapidamente de resolver os problemas de liderança com que se confronta. Para já o cargo de secretário-geral, mas igualmente a chefia da bancada parlamentar. Uma vez que o partido está comprometido com o programa da troika, ao menos, naquilo que é divergente da parte do governo, que se pronuncie mais na linha do que João Galamba, também deputado socialista, escreveu neste 'post'. Ao menos, isso!