quarta-feira, 19 de março de 2014

O PSD à deriva no pós-troika

Os partidos em Portugal, em especial PS e PSD que são os que mais rendem, franqueiam historicamente o ingresso na política a indivíduos impreparados, sem formação e experiência para o exercício de cargos públicos – no máximo, poderiam ser membros de assembleia de uma freguesia de 2.000 habitantes.
Nada de positivo têm para oferecer à sociedade. Nada de substantivo há, portanto, a esperar deles. Entre muitos, Marco António Costa (MAC) é o modelo perfeito do infiltrado. Com perfil de cacique tem dominado o PSD do Porto, ganhando, nos últimos tempos, uma influência nacional – o homenzinho sempre é vice-presidente do partido, caramba!
Com um curriculum “perfumado” de contas ruinosas do Metro do Porto, onde foi vogal da administração, e da Câmara Municipal de Gaia, de que foi vice-presidente, e inchado por um cargo de secretário de estado da Segurança Social, a verdade é que tão bons resultados de meritocracia o catapultaram para a função de actual porta-voz do PSD.
Sem estofo para o menor embate na macropolítica nacional, mesmo provocado pelo inofensivo Seguro (outro infiltrado), o dirigente ‘laranja’ deixa transparecer para a opinião pública o desespero em que o PSD está mergulhado, por falta de estratégia política; mas, sobretudo económica e social para gerir o ciclo pós-troika – e dizia há tempos Passos Coelho (o terceiro infiltrado nesta história), com a voz de barítono de falsetes, fosse saída limpa ou programa cautelar, o PS não era necessário no pós-troika.
O consenso com o PS, agora reclamado após três anos de troika, de súbito, passou de dispensável a muito necessário. Por que razão? Os cortes, imagino, dos falados 2000 milhões de euros adicionais, a dilatar a condenação a um País socialmente tão depauperado que a própria OCDE denunciou o exagero da austeridade aplicada a Portugal.
O programa da troika, digam os estultos “Marcos Antónios” o que disserem, foi um penoso castigo a que, injusta e desproporcionalmente, submeteram os portugueses. O resultado é manifestamente negativo, como acentuaram Silva Peneda, presidente do CES, e António Costa e Silva, presidente da Partex; este último foi claro e contundente na opinião:
Chegados a 17 de Maio de 2014, o PSD ficará à deriva. Sem carta de navegação, deixará o País ao sabor dos ventos da troika que, apenas, teoricamente se desfaz. Que rapazinhos tão fáceis de manipular, o famigerado trio apanhou pela frente!