terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O governo vai substituir os ajudantes

ajudante
A original, e agora histórica, classificação é de autoria de Aníbal Cavaco Silva, quando 1.º Ministro.
‘Ajudante’ foi a denominação com que etiquetou os ‘secretários de estado’.
Passos, que não desperdiça ocasiões de ser original com a originalidade de outros, ao que a comunicação social anuncia, está na eminência de providenciar uma remodelação governamental que afastará alguns secretários de Estado – sempre é mais fácil despedir ajudantes.
Dois já se foram. O Viegas e o Júlio. Agora, o grupo de ajudantes a demitir, diz-se, é mais vasto. Todavia, estou decidido a apostar que o Guedes e o Moedas permanecerão.
O primeiro, sabido e veterano, é quem transporta, às costas e na verve, as decisões do Conselho de Ministro; dá uma ajuda à Cristas, outra ao Álvaro e deixa o Relvas falar de cátedra.
O engenheiro Moedas é um dos braços-armados da ‘troika’, o que alivia o trabalho de Gaspar. Se Moedas estiver atrapalhado em censurar o dito e discutido em debate de luminárias figuras, a Galvão ripa do lápis azul e ordena que ninguém filme, ninguém faça reportagem, ninguém informe o ‘Zé Povo’. Toma lá que é democrático!
O irónico é Passos remodelar ajudantes e teimar em conservar os ajudados, segundo se depreende das notícias.
Está “visto e ouvisto” que Relvas, talentoso nos embustes e em privatizações, está de pedra e cal no governo. É demasiada relva para o estreito estômago de um coelho.
Ah!, e o Mestre, ajudante da juventude? Em ano e meio, já tirou mais de uma centena de milhar de jovens da zona de conforto. Mas, há muitos mais a debandar e o trabalho do zeloso ajudante ainda não findou.
Quando um ajudante é promovido a chefe supremo, o que é que se poderia esperar?